Resenhas

Como num filme, de Lauren Layne

19 de junho de 2019
Imagem da capa do livro Como num filme, de Lauren Layne

As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou?
Fonte da sinopse Editora Pa
ralela

“Como num filme” é um Prequel do livro Em pedaços já resenhado aqui; prequel (prequela ou prelúdio) é uma obra que conta alguma história anterior em relação ao livro 1 de uma serie, mas em “Como num filme ” as coisas meio que ocorrem em paralelo com o “Em pedaços”.

Então dá para ler fora da ordem? Dá sim o que acontece é que se lermos em ordem alterada saberemos o segredo da Olivia, se lermos na ordem de lançamento já começaremos sabendo as motivações do Ethan.

Temos a cidade de Nova Iorque, os Hamptons e um curso de verão sobre roteiro de cinema na NYU com um professor vencedor de Oscar como pano de fundo para o casal do livro; Stephanie e Ethan se encontram minutos antes da primeira aula de roteiro, ela é aluna de cinema, ele apenas está no curso para fugir de um estágio de verão na empresa do pai; ele é um atleta, é rico e educado, gentil; ela uma artista, meio gótica das trevas, sarcastica sempre pronta a dar alfinetadas … tudo acontece apartir de um esbarrão, no meio do corredor com direito a bolsa aberta espalhando absorvente , livros  e tralhas; se essa descrição te deu um desespero  por conta da tonelada de clichês, não se desespere, sim há toneladas de clichês na narrativa, mas todos divertidamente narrados e nenhum deles à toa na construção dos personagens.

Nunca tinha virado a esquina e dado de cara com alguém, mas sempre pensei que acontecesse meio que em câmera lenta. Não é bem assim.

O curso de roteiro exige como trabalho final um roteiro original, o trabalho deve ser desenvolvido em duplas e obviamente Ethan e Stephanie vão ter que trabalhar juntos pelo verão inteiro, ela entende tudo de cinema e ele é afilhado do professor, ambos gostam de manter as notas altas e cada um tem muito mais por traz de suas aparências do que desconfiamos.

Ele se abaixa no mesmo momento, e consigo afastar a minha cabeça evitando que ela se choque com a dele, como se fosse uma cena de filme B. Infelizmente isso joga meus peitos na cara dele. Nós dos recuamos antes que seu nariz mergulhe bem ali no meio.

Apesar da tensão inicial, ambos vão descobrir que além de fazer o trabalho juntos eles podem se ajudar também fora da vida acadêmica. Stephanie precisa de um lugar para ficar enquanto pintam os alojamentos da faculdade e Ethan precisa de uma companhia nos eventos sociais da família porque não quer enfrentar a mãe e a ex Olivia sozinho, já dá para imaginar o que teremos pela frente.

Já não espero mais reação dessa garota, mas ela me surpreende, soltando uma risadinha que me faz pensar em um arco-íris saindo de uma poça de lama.

Quando comecei a ler o livro achei que não fosse me apegar tanto aos personagens, uma vez que eu já tinha amado o primeiro livro e nesse já conhecia parte da motivação do Ethan, mas a escrita é muito fluida, os capítulos alternam entre Ethan e a Stephanie e a ideia deles terem que construir o roteiro traz tantas referências de cinema que é como se  já estivéssemos assistindo ao filme que eles estão criando.

Até mesmo uma rebelde amarga que odeia os homens pode s e entregar para um cara que sabe segurar o rosto de uma pessoa enquanto a beija. Isso é arrebatador.

Eu sei, você já deve ter desconfiado, e até os personagens sabem que o plano de trabalho e a ajuda mutua que eles criam vai acabar dando errado em algum momento, separar o que é fake do que é real é uma bagunça deliciosa, Ethan é realmente o bom moço que parece ser e Stephanie está escondida embaixo de toda aquela maquiagem gótica trevosa.

Embora minha flor delicada esteja xingando como um marinheiro, eu sorrio. Meu pai estava certo. Estou feliz.

Enquanto os nossos personagens tentam entender o que acontece entre eles, também tem tempo para cada um se resolver com suas questões familiares; a cumplicidade que eles criam é de deixar o coração quentinho e apesar de um final um pouco corrido com uma sucessão de: “a gente está se querendo”, mas “estamos como medo”, o final poderia ser mais redondinho; a maneira como tudo se resolve nos deixa com um gostinho de quero mais. Ao que tudo indica em breve teremos o livro do Michael, fica aqui minha torcida que possamos reencontrar todos eles muito em breve!

Como num filme  (Recomeços #prequel)
Autor
: Lauren Layne | Tradução: Ligia Azevedo  | Editora: Paralela
Páginas:  224 | ISBN: 13: 9788584391288
SkoobGoodreads
Para ler: https://amzn.to/2Igol1N

Ósculos e Amplexos, Karina.

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