Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

26 de março de 2019
Hibisco Roxo

Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.

“Uma história sensível e delicada sobre uma jovem exposta à intolerância religiosa e ao lado obscuro da sociedade nigeriana.” – J.M. Coetzee. Fonte da sinopse Editora Companhia das Letras

Chimamanda Ngozi Adichie é uma autora apaixonante e que depois de ler o primeiro livro definitivamente queria ler até a lista de compras dela, a escrita da Chimamanda é mais do que falar de mulheres, ela fala para e por todas as mulheres que precisam descobrir novas experiencias, é extremante importante entender as realidades de diferentes mulheres em diversos cantos do mundo; e sem dúvida esse livro é muito mais que uma leitura obrigatória , é um mergulho numa outra realidade.

“Hibisco Roxo” é um romance narrado em primeira pessoa e é ambientado na cidade onde a autora nasceu. Narrada pela protagonista Kambili, uma garota de família rica, seu pai (Eugene) tem muita influência sobre a sociedade que os cerca; sua mãe é completamente submissa, vive para o marido e a família; enquanto seu irmão mais velho é um adolescente que apresenta vários momentos de confronto com o pai.

Hibisco Roxo

O elemento da religião é muito forte e presente nas relações entre a família, pois o pai dela é um católico fervoroso, muito rígido e que para quem vê de fora mantém uma família perfeita, daquelas de comercial de manteiga, mas logo nas primeiras páginas nos deparamos com momentos de violência doméstica, e isso instaura uma sensação de tensão. Ele não só controla os horários, mas também controla as interações sociais chegando até mesmo a estipular que as crianças só podem ver o avô por no máximo 15 minutos, pois ele não concorda com a posição religiosa do próprio pai (avô das crianças).

Pancadas pesadas e rápidas na porta talhada à mão do quarto dos meus pais. Imaginei que a porta estava emperrada e que Papa estivesse tentando abri-la. Se imaginasse aquilo sem parar, talvez virasse verdade.

Hibisco Roxo

Todos os personagens são muito completos e apresentam características contraditórias, ao mesmo passo que o pai é violento e rigoroso, ele ainda é muito generoso fazendo caridade para as pessoas menos favorecidas, ele é dono de um jornal que é o único que ainda se coloca contra o governo, que escancara os momentos que a Nigéria tem passado, como o golpe de estado e a greve da universidade.

A rebeldia de Jaja era como os hibiscos roxos experimentais de tia Ifeoma: rara, com cheiro suave da liberdade, uma liberdade diferente daquela que a multidão, brandindo folhas verdes, pediu na Government Square após o golpe. Liberdade para ser, para fazer.

Hibisco Roxo

A relação que as crianças têm além do círculo familiar direto é o contato com a tia delas Ifeoma que é viúva, professora universitária e mora com os filhos em Nsukka, uma cidade-universitária da Nigéria (que também citada em “Americanah” outro romance de Chimamanda) e tem vários desafios a vencer a fim de sustentar a família dela. A tia é também convertida ao catolicismo, mas diferentemente do irmão (pai de Kambili e Jaja) não rompeu relações com os pais, é contestadora, e incentiva os filhos a pensar, coisa que não acontece na família de Kambili.

Até então eu me sentira como se não estivesse ali, como se estivesse apenas observando uma mesa onde se podia dizer o que você quisesse, quando quisesse, para quem quisesse, onde o ar era livre para ser respirado à vontade.

Como sempre Chimamanda traz muito da sua vivência para seus romances, com uma linguagem bem simples e direta temos um retrato de família que nos mostra os perigos da colonização branca sobre a África, do extremismo religioso ou ainda de como imposições podem moldar a visão que se tem do mundo; com as relações que Kambili e o irmão desenvolvem com as novas pessoas que fazem parte do círculo da tia, fica claro a escolha do título, é como acompanhar o desabrochar de um novo mundo e novos pensamentos.

Hibisco Roxo é um livro denso, bonito, pesado, triste e necessário de uma maneira que Chimamanda nos empresta os personagens além das páginas, as reflexões nos seguem depois do último ponto final; a diagramação e a capa estão impecáveis e com certeza esse é um exemplar que vai para a minha prateleira de preferidos.

Hibisco Roxo
Autor
: Chimamanda Ngozi Adichie  | Editora: Companhia das Letras
Páginas: 328 | ISBN: 9788535918502
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2TyHkr1

Ósculos e Amplexos, Karina.

The Chase: A busca de Summer e Fitz, de Elle Kennedy

22 de março de 2019

Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.
E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.

Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo…
Ele sabe onde me encontrar.
Fonte da sinopse Editora Paralela

The Chase é um spin off da série Amores Improváveis que finalmente chegou ao Brasil, temos aqui mais uma leva dos jogadores de hockey mais legais da literatura new adult! Se você não leu nenhum livro da seria Amores Improváveis não se preocupe, como os livros tratam de casais diferentes você pode tranquilamente ler fora de ordem, mas eu recomendo veementemente que você coloque todos na sua lista de livros a serem lidos num futuro bem próximo rs.

O nosso casal desse livro é a Summer (irmã mais nova do Dean lá do livro 3) e o Colin/ Fitz (para os íntimos); deixe se levar pelo clichê oposto se atraem porque é exatamente isso que vai acontecer aqui, enquanto Fitz apesar de jogar pelo time da Briar e ser um atleta bem competente ele também é super nerd, ama games e detesta ser o centro das atenções enquanto Summer estuda moda, foi expulsa da Brown por colocar fogo na república (gente quem apronta até ser expulsa de uma das universidades da Ive League?), adora festa e tem praticamente o mundo na palma das mãos.

O que aparentemente tem tudo para ser uma historinha superficial de casais que se apaixonam durante a faculdade aqui ganha a mágica de escrita da Elle Kennedy, Fitz não consegue abrir sua vida para que as pessoas realmente façam parte dela por conta de um passado abusivo enquanto Summer a garota que sempre teve o mundo na palma da mão, super extrovertida também tem seu lado de insegurança por conta de lidar com TDAH (transtorno de déficit de atenção).

Quero um homem com intenções claras. Que se esforce e se anime a passar o tempo comigo. Que queira me querer.

A química entre o casal está presente desde as primeiras linhas, e é ajudada pela narração  dividida entre o ponto de vista dos protagonistas, um tipo de narração que particularmente eu adoro,  mas um possível triangulo amoroso me deixou desesperada, se você assim como eu tem pavor de triângulos amorosos não se deixe desanimar;   num arranjo feito por Dean para ajudar Summer ela acaba indo morar na república do Fitz e ai a convivência rende cenas maravilhosas e a construção dos personagens faz com que a busca pelo crescimento dos dois vá além do romance, mesmo que de uma maneira bem sutil Elle aborda questões como assédio sexual de uma maneira muito importante, enquanto eu lia meus sinais de alerta acendiam juntamente com os da Summer.

Na faculdade, faço um pouquinho mais de esforço para ser sociável, mas, no fundo, ainda quero ser invisível. Summer é a pessoa mais visível que eu já conheci.

Dá mesma maneira que nos apaixonamos por cada personagem secundário que aparecia em Amores improváveis vamos nos apaixonar pelos que aparecem aqui em “The Chase”, quero o livro da Brenna para ontem! The Chase tem basicamente tudo o que eu estava esperando, eu queria encontrar aqui os velhos personagens por quem me apaixonei e sim eles  aparecem e também queria conhecer novos, a sensação de coração quentinho segue inabalada, todos os exemplares escritos pela Elle Kennedy tem um lugar especial na estante, espero que vocês curtam tanto a história quanto eu e Paralela por favor traz logo essa mulher pro Brasil!

The Chase: a busca de Summer e Fitz
Autor
: Elle Kennedy | Editora: Paralela
Páginas: 300 | ISBN: 9788584391363
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2Y9yCDb

Ósculos e Amplexos, Karina.

Como falar com garotas em festas, do Neil Gaiman, Fábio Moon e Gabriel Bá

21 de março de 2019

Enn é um garoto de quinze anos que nunca se deu bem com as garotas, enquanto seu amigo Vic tem todas a seus pés. Na Londres dos anos 1970, auge do punk rock, os dois estão prestes a viver a aventura mais espetacular das suas vidas. Ao serem convidados para uma festa, conhecem as belas Stella, Triolet e Wain e descobrem mais segredos do que jamais poderiam supor. Do premiado Neil Gaiman, autor de Deuses americanos e Sandman, e adaptado e ilustrado de maneira extraordinária pelos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, Como Falar com Garotas em Festas é uma graphic novel eletrizante, uma jornada sobre as descobertas do amor, das diferenças e dos mistérios que cercam o amadurecimento. Fonte da sinopse Quadrinhos na Cia

Para quem me conhece minimamente não é segredo que eu amo Neil Gaiman, não é mesmo? Quando finalmente a quadrinhos na cia anunciou que traria para o Brasil a versão do conto do Neil Gaiman com os meus quadrinistas gêmeos favoritos foi um caso de amor ao quadrado, essa HQ é uma adaptação de um dos contos do Gaiman uma  feita pelas mãos dos gêmeos brasileiros e ilustradores Fábio Moon e Gabriel Bá (aqueles que já ganharam vários Eisners por obras deles e por adaptações) então já adianto que a hype se sustenta.

O plot dessa HQ é muito básico, temos dois amigos chamados Enn e Vic na faixa de 16 anos, enquanto Vic tem todo um porte atlético e faz o estilo pegador, Enn é todo magricelo e tímido; Vic tem toda habilidade na hora de xavecar garotas, Enn beijou apenas 3 meninas na vida toda e nunca precisou falar muito com elas.

É partir desse pano de fundo que Vic convence o amigo que eles deveriam ir a uma festa na casa de uma garota que ele conhece para que Enn apenas fale com as garotas, para que eles possam se divertir; Enn resiste bastante mas acaba aceitando e eles partem para a tal festa.

É quando os garotos chegam na festa que o quadrinho engrena e a escrita do Gaiman aparece. Vic logo de cara se aproxima da Stella, a garota mais bela da festa, e parte para o ataque, deixando Enn sozinho com o conselho de CONVERSAR, apenas fale com elas; assim Enn tenta fazer o que o amigo falou, porém, cada garota com quem ele trava um diálogo é mais estranha que a outra, para ele parece que as garotas são literalmente de outro planeta.

 

A narrativa é cheia de lirismo, falas subjetivas, e o traço e as cores acompanham o ar de estranheza; as garotas são descritas pelo Enn como maravilhosamente lindas, porém, os traços entregam olhos grandes, rostos angulosos, corpos esguios até demais, características que se analisadas separadas não traduzem beleza, mas que juntas ficam perfeitas.

Diferente do que o título sugere, essa não é uma HQ tipo manual que tem dicas de como se aproximar do outro, de como falar especificamente com outras garotas, tem muito mais coisas a aprendermos sobre a arte da observação, da arte de escutar e não apenas ouvir ou ainda de nos entender antes de tentar entender o outro.

Depois dessa experiência toda fechei a HQ já querendo reler, para quem já conhece a escrita do Gaiman é um prato cheio, para quem não conhece é uma ótima pedida para sair da zona de conforto e se jogar em novas experiências. Sem dúvida a HQ foi direto para a prateleira dos queridinhos!

 Como falar com garotas  em festas
Autor
: Neil Gaiman | Ilustração:  Fábio Moon e Gabriel Bá | Editora: Quadrinhos na Cia
Páginas:  80 |
ISBN: 9788535929652
Skoob | Goodreads 
Para ler: https://amzn.to/2Jviclc

Ósculos e Amplexos, Karina.

Mitologia Nórdica, do Neil Gaiman

22 de fevereiro de 2019

Quem, além de Neil Gaiman, poderia se tornar cúmplice dos deuses e usar de sua habilidade com as palavras para recontar as histórias dos mitos nórdicos? Fãs e leitores sabem que a mitologia nórdica sempre teve grande influência na obra do autor. Depois de servirem de inspiração para clássicos como Deuses americanos e Sandman, Gaiman agora investiga o universo dos mitos nórdicos. Em Mitologia nórdica, ele vai até a fonte dos mitos para criar sua própria versão, com o inconfundível estilo sagaz e inteligente que permeia toda a sua obra. Fascinado por essa mitologia desde a infância, o autor compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo e mostra a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões, indo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse que vai levar ao fim no mundo. Às vezes intensos e sombrios, outras vezes divertidos e heroicos, os contos retratam tempos longínquos em que os feitos dos deuses eram contados ao redor da fogueira em noites frias e estreladas. Mitologia nórdica é o livro perfeito para quem quer descobrir mais sobre a mitologia escandinava e também para aqueles que desejam desvelar novas facetas dessas histórias.

Fonte da sinopse: Intrinseca

Se você nunca leu Neil Gaiman e curte mitologia nórdica essa é uma ótima opção para primeiro contato, esse é um livro de contos que reúne ao todo 15 contos que vão desde a criação do mundo segunda a mitologia nórdica até o crepúsculo dos Deuses, conhecido como Ragnarok.

Além de contar com uma introdução do próprio Neil Gaiman contando sobre a criação do livro e o processo de pesquisa, tem uma pequena introdução aos personagens centrais dos contos que são: Loki, Odin e Thor, e até mesmo um glossário no final que ajuda quem não está muito familiarizado com os termos nórdicos.

Leia as histórias deste livro, depois se aproprie delas e, em uma noite gelada de inverno- ou em uma noite de verão-, conte a seus amigos o que aconteceu quando o martelo do Thor foi roubado, ou como Odin obteve o hidromel da poesia para os Deuses.

É quase num tom de bate-papo que Gaiman vai nos contanto que Loki é na verdade irmão de Odin, nos conta sobre um pacto de sangue doido que eles fizeram, e diferente do que todo mundo acha Loki não foi adotado por Odin como conhecemos lá nos quadrinhos do Stan Lee. O Thor do Gaiman é ruivo e um tanto “burro”.

Mitologia nórdica é a minha favorita, então por esse motivo já sou meio que suspeita para falar sobre qual conto gostei mais, mas além de conhecer as histórias que eram apenas contadas através do boca a boca, o texto nos entrega links de curiosidades muitos legais, por exemplo, os nomes dos Deuses deram origem as palavras em inglês que designam os dias da semana, a Tuesday (terça- feira) é Tyr, Wednesday (quarta- feira) é Odin, Thusrday (quinta-feira) é o Thor e Friday (sexta -feira) é a Frigga.

O olho de Odin permaneceu no poço de Mímir, preservado pelas águas que alimentam as cinzas do mundo, vendo nada e observando tudo.

O conto que eu mais gostei foi sobre como Thor ganhou o Mjolnir (martelo), que apesar de tudo ter começado com mais uma das maldades do Loki, as aventuras descritas são bem épicas e a narrativa rapidanos faz quase visualizar a historia contada onde os deuses ganharam presentes incríveis, sente inveja um do outro, trapaceam e no fim, como sempre, meio que tudo se encaixou.

O conto que mais me “irritou” foi o conto sobre os filhos de Loki, mas, dessa vez, por incrível que pareça a culpa não foi do Loki e sim da maldade dos deuses para com o Lobo Fenrir,; ao longos dos anos o cristianismo protocolou que há apenas um Deus e que em suma ele é bom, mas em crençs mais antigas além de haver vários Deuses, esses Deuses tinham caracteristicas humanas bem acentuadas e a maldade não ficava de fora.

Veja bem… Se as pessoas refletissem mais sobre a exatidão de suas palavras, não ousariam enfrentar Loki, o mais sábio, o mais esperto, o mais trapaceiro, mais inteligente, mais bonito…

O conto em que mais me diverti foi o do Hidromel da Poesia, essa é uma referência que certamente vou levar para o meu dia-a-dia, mas não quero falar muito sobre para que ue não tire de vocês todas as risadas que certamente esse conto reserva, só acreditem em mim e não deixem de ler.

Mas sempre que você ouvir poetas ruins declamando sua péssima poesia, cheio de sorrisos tolos e rimas feias, vai saber que hidromel eles provaram.

O livro  começa mais devagar, mas acredito que essa escolha seja  para nos dar uma base de quem é quem e como as coisas estão divididas nos 9 mundos, com certeza esse é um livro que vou querer reler de tempos em tempos; ele pode ser lido esporadicamente ou tudo de uma vez (como eu que sou uma pessoa curiosa e apaixonada pela escrita do Gaiman, li tudo de uma vez).

A edição tá linda, tem capa dura e um toque soft touch, mas seria destaque na minha estante se tivesse uma árvore genealógica ilustrada (fica a dica Editora Intrínseca). A verdade é que a mitologia nórdica ainda pode ser muito explorada, esse livro é praticamente um aperitivo, só nos resta esperar a inspiração bater novamente no Neil Gaiman, rs. E aí, qual a mitologia que vocês mais gostam?

Mitologia Nórdica
Autor
: Neil Gaiman  | Editora: Intrinseca
Páginas: 288 | ISBN: 9788551001288
Skoob | Goodreads
Para ler:  https://amzn.to/2X6KTI0

Ósculos e Amplexos, Karina.