Book Love, de Debbie Tung

14 de fevereiro de 2019
Book Love

Em um dia qualquer uma amiga me chama no WhatsApp e me mostra um livro. E ela simplesmente me obriga a conhecer um livro pois eu tinha o dever de ler já que falo tanto de livros o quanto digo que os amo. 

Era mandatário que eu tenho a obrigação de ler esse livro se eu realmente amo tanto livros quanto eu digo por aí. 

Então, eu leio e me apaixono. Esse livro é sobre mim, a Debbie Tung se inspirou em mim para escrever as tirinhas sobre essa menina que ama tanto livros e conhecer histórias.

Book love é uma ode aos livros e as pessoas que amam livros e histórias. É uma homenagem, um presente para todos os amantes desse objeto tão maravilhoso e capaz de nos transportar par mundos reais e imaginários.

Book Love

Desde a primeira tirinha, eu fiquei enlouquecida com esse livro. A autora conseguiu expressar todos os sentimentos que os fãs de livros possuem ao estar em contato com seu objeto de adoração. 

As tirinhas retratam o cotidiano dos leitores e todas as situações que temos ao nos depararmos com histórias incríveis. O amor ao livro, a sensação inexplicável ao entrar em uma biblioteca ou livraria, as aflições por um final inexplicável ou implacável. É um carinho que eu realmente não consigo explicar. 

Um outro detalhe bem bacana é que Tung ao desenhar e escrever as tirinhas consegue transparecer a importancia que os livros possuem na vida das pessoas, para seu crescimento como cidadão transformador. Não está explicito, mas está lá em cada quadrinho desenhado.

Book love é um livro bem curtinho e é uma ótima  dica de presente. Eu só  acho que todo mundo que realmente diz que ama livros e histórias deveria lê-lo. Infelizmente ele ainda não tem uma versão em português, mas já estamos na torcida para alguma editora bem bacana trazer ele para cá. Vai ser um sucesso.

Book Love
Autora: Debbie Tung | Editora: Andrews McMeel Publishing
Páginas:  144 | ISBN: 9781449494285
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2TP2bHv


Mil beijos e até mais!

O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King

26 de janeiro de 2019
O bazar dos sonhos ruins

Mestre das histórias curtas, o que Stephen King oferece neste livro é uma coleção generosa de contos – muitos deles inéditos no Brasil. E, antes de cada história, o autor faz pequenos comentários autobiográficos, revelando quando, onde, por que e como veio a escrever (ou reescrever) cada uma delas. Temas eletrizantes interligam os contos; moralidade, vida após a morte, culpa, erros que não cometeríamos se pudéssemos voltar no tempo… Muitos deles são protagonizados por personagens no fim da vida, relembrando seus crimes e pecados. Outros falam de pessoas descobrindo superpoderes – como o colunista, em “Obituários”, que consegue matar pessoas ao escrever sobre suas mortes. Incríveis, bizarros e completamente envolventes, essas histórias formam uma das melhores obras do mestre do terror, um presente para seus Leitores Fiéis.

Fonte da sinopse: Suma de Letras

“O Bazar De Sonhos Ruins” é um livro que reúne 20 contos; contos sombrios de uma das mentes mais brilhantes que já li (King quer ser meu BFF?). Mesmo que a maioria das pessoas não goste de contos por ser uma estrutura narrativa que não consegue se aprofundar muito, aqui é exatamente essa a ideia, deixar o leitor com um gosto de quero mais.

Já chega de papo. Talvez você queria comprar algum dos meus produtos agora, não? Tudo o que você vê foi feito à mão, e apesar de eu amar cada um deles, fico feliz em vendê-los, porque os fiz especialmente para você. Fique à vontade para examinar todos, mas tome cuidado, por favor. Os melhores têm dentes.

KING, Stephen.

Essa citação está no final da introdução geral que tem no início da introdução, e é maravilhosa para criar expectativa, não é mesmo? Todos os contos do livro têm uma introdução escrita pelo próprio King, o que nos leva numa viagem pela mente e pelo processo criativo dele (é um miniguia sobre o que ele passou para chegar naquele plot de história).

Sob a circunstância certas, uma pessoa pode vender qualquer coisa. E viver com a culpa.


Moralidade é um conto que já nos ganha pela introdução, com um tom de bate-papo, King nos conta sobre a época da faculdade em que vendeu trabalhos escolares (já que na arte da escrita ele é sensacional), ou quando ele vendia o próprio sangue para poder ganhar dinheiro, nos descreve isso sem medo de julgamento.

Um dia, voltando para a faculdade depois de vender meu sangue, me ocorreu que, se prostituição é se vender por dinheiro, então eu era um prostituto. Escrever ensaios de inglês e trabalhos de fim de período de sociologia também era uma forma de prostituição. Eu fui criado como metodista tradicional, tinha uma noção precisa de certo e errado, mas a verdade estava clara: eu tinha me tornado um prostituto, só que vendia meu sangue e meu talento para a escrita em vez da bunda.

Milha 81 tem uma história que basicamente fala sobre um carro canibal, esse é o conto que abre o livro, mas livros de contos eu nunca leio na ordem (a não ser que a introdução indique que talvez a ordem cronológica seja essencial), e nesse caso foi muito bom ler fora da ordem para não me deixar influenciar pela introdução que o king afirma ser um dos preferidos dele; o conto tem pinceladas sobrenaturais e referências pop como Transformes, Justin Bieber, Harry Potter e até Led Zeplin, tudo numa atmosfera de “Stranger Things”.

Vida Após a Morte é um conto curtinho sobre uma pessoa que morre, e a última coisa que ela vê é uma luz, até que vai parar numa sala e se dá conta de que existe vida após a morte. O que me ganhou nesse conto é que mesmo curto aqui dá para perceber o quanto o King desenvolveu o conceito de vida após a morte, e não tem como não terminar o conto e ficar filosofando sobre a mecânica de reencarnação (seja ela na minha visão ou na visão do King).

A Igreja de Ossos é um conto feito no estilo de poesia (talvez o que eu tenha menos curtido nessa seleção de contos), talvez porque esse estilo esteja fora da minha zona de conforto e talvez por isso eu não tenha aproveitado tanto, mas mesmo assim ainda indico até porque pretendo reler em breve.

Garotinho Malvado é provavelmente o conto forte, tenso e fala sobre a maldade pura que assustadoramente pode existir dentro de uma pessoa … George assassinou um garotinho com tiros à queima-roupa e foi condenado a pena de morte por isso, e em sua última conversa com seu advogado que ele dá sua versão de como conheceu o garotinho, e por quê/como ele o matou, mas a descrição não é gratuita e o conto nos leva a questão: O que teríamos feito no lugar de George? Esse foi o conto que na minha opinião exemplifica o título do livro… sim meus amigos, eu tive pesadelo.

Mister Delícia: Só queria dizer que King escreve que a morte pode ter a aparência de alguém que desejamos sexualmente no passado [pausa para um BERRO meu aqui], esse sem dúvida é o conto mais divertido [ainda estou pensando sobre como a minha morte vai parecer].

Enfim, King é um dos meus autores favoritos e eu poderia ficar listando as razões disso por dias, mas vale ressaltar que essa edição para quem nunca leu King é uma excelente dica, além de ser um presentão para qualquer leitor! A diagramação é simples e a capa é maravilhosa (como fã meu único desejo é que ela estivesse dentro daquele projeto Biblioteca King; já pensaram essa edição em capa dura?). Bons sonhos ruins a todos!

O Bazar dos Sonhos ruins  
Autora
: Stephen King | Editora: Suma de Letras
Páginas:  528 | ISBN: 9788556510303
Skoob | Goodreads
Para ler:  Amazon

Ósculos e Amplexos, Karina.

8 anos de Prateleira de Cima

22 de janeiro de 2019

Há 8 anos atrás, eu decidi abrir a minha vida na internet: criei um blog. Havia alguns meses que tinha chegado em São Paulo. Estava longe da minha família, dos meus amigos e dos lugares que gostava de ir. Estava em uma cidade em que eu conhecia nada e ninguém. A internet e a solidão eram grandes companheiras. Passava horas sozinha em casa, navegando por esses confins de bits e bytes, lia inúmeros textos de pessoas que compartilhavam um pouco da sua vida. E então me sentia um pouco menos só. Mas também sentia uma vontade enorme de compartilhar um pouco do que estava sentindo e vivendo.

E então foi assim que a ideia do Prateleira de Cima surgiu. O blog era (ainda é!) o meu refúgio, o lugar que eu podia falar e conversar, dividir angústias, compartilhar momentos, conhecer gente. Fiz muitos amigos. Aprendi (e ainda estou aprendendo) muitas coisas. Posso dizer que, muito do que sou, é graças ao blog e a tudo que vivi, li, ouvi, assisti e experimentei nesses 8 (e até mais) anos que ele existe.

Mas quem me acompanha desde o inicio (até mesmo depois) sabe que muita coisa mudou por aqui. E depois desses 8 anos de blogagem no Prateleira de Cima, senti que estava na hora de uma renovação, de uma mudança.

O Prateleira de Cima tinha como proposta ser o meu espaço pessoal, o lugar que iria falar da minha vida, dos meus pensamentos, o lugar de compartilhar momentos e experiências. Como vocês já estão cansados de saber sou bibliotecária e livros são parte da minha vida. Eu comecei a falar sobre eles por aqui e uma coisa foi puxando outra. Quando percebi o Prateleira de Cima se tornou o lugar no qual eu compartilhava muito mais coisas sobre livros e leituras do que sobre o que eu realmente tinha intenção que ele fosse quando o criei lá atrás.

No entanto, eu comecei a sentir que  os textos pessoais, os posts sobre os momentos que eu vivia e queria compartilhar não cabiam mais por aqui. Eu também sentia que os leitores já não aguentavam mais chegar no blog e só ver resenha de livros ou vídeos sobre os livros ou qualquer coisa sobre livros. Confesso que eu também sentia falta de escrever sobre outras coisas, mas precisava liberar uma resenha para alguma parceria que estava fazendo ou precisava publicar o post da colaboradora. E estava ficando com uma lista de textos para depois nos rascunhos

O que realmente estava acontecendo era que o Prateleira de Cima estava mudando de perfil e eu não estava sabendo lidar com isso. Eu queria escrever e continuar escrevendo e quanto mais eu pensava nisso, mas sentia que os meus posts pessoais não se encaixavam mais nesse espaço. Eu havia mudado desde aquele momento que criei o Prateleira de Cima, não era mais a menina recém chegada a São Paulo, que navegava na internet para aplacar a solidão de estar tão longe de casa. Eu mudei e o blog já não refletia mais essa nova pessoa que me tornei.

Com tudo isso, eu decidi que precisava mudar e precisava continuar escrevendo de qualquer forma. E foi então que eu decidi criar um novo blog: o Pequena Karin. Eu sei, eu sei, eu sei. Vocês dirão que “os blogs estão morrendo”, “ninguém mais lê blogs” e etc. Mas posso ser sincera: Tô nem aí! Fui contra a maré e criei um novo blog.

Calma, calma. Não se desesperem, caros leitores. O Prateleira de Cima vai continuar existindo. Vamos por partes.

O Pequena Karin vai se tornar o meu blog pessoal, o lugar que irei compartilhar a minha vida, os meus textos e pensamentos. Sabe aquilo tudo que pensei quando criei o Prateleira de Cima?? Então, vai estar no Pequena Karin a partir de agora. Eu já estava ensaiando essa mudança há mais de 6 meses. É um novo espaço que reflete essa nova Karin de 33 anos (com alma de 21, lembram?) com novos sonhos e anseios.

Mas o Prateleira de Cima irá acabar??? Nãoooooo!!!! Eu nunca poderia fazer isso com ele. Ele ficará por aqui até o fim da minha vida. Tenho um apego enorme por ele que nem sei como seria minha vida sem. O Prateleira de Cima se tornará meu blog literário. O lugar onde falarei só sobre livros, sobre minhas leituras e tudo relacionado a esse universo. Enquanto que o Pequena Karin será meu blog pessoal onde compartilharei momentos, experiências, pensamentos e opiniões. Os posts por lá serão mais autorais, recheados de devaneios e reflexões. Agora vai ficar tudo no seu devido lugar.

Eu estou muito empolgada com essa novidade e com esse novo momento para os dois blogs. Vai ser divertido poder compartilhar as minhas paixões com um novo gás.

Quero agradecer a todo mundo que passou por aqui (e ainda vai passar) nesses 8 anos de Prateleira de Cima. Cada visita, cada comentário, cada compartilhamento, cada parceria deixou uma sementinha em meu ser. Sou muito grata ao blog e a vocês que ajudaram a me tornar parte do que sou hoje. É bem difícil expressar esse sentimento de alegria.


Mil beijos e até mais!

P.S.: As imagens desse post foram feitas pela talentossísima Sharon Smith. Saudades, menina!

Adulta sim, madura nem sempre, da Camila Fremder

28 de dezembro de 2018
Adulta sim madura nem sempre

Sabe aquele livro que você pega e não quer largar nunca mais??? É isso que acontece quando você lê “Adulta sim, madura nem sempre”, da Camila Fremder.

Eu já acompanho a Camila nas redes sociais há bom tempo. Já li o outro livro dela feito com a colaboração da Jana Rosa, o “Enfim, 30”  e sabia que a leitura seria sucesso.

Adulta sim, madura nem sempre é um livro biográfico, mas o que está sendo retratado ali não mostra apenas a vida Camila Fremder. Reflete a realidade de muitos adultos na casa dos 30 que até agora não sabem realmente quando foi que a chave do “ser adulto” foi girada porque ainda nos sentimos com 18 anos e perdidos com o tudo isso que está acontecendo.

O livro é super divertido com capítulos curtos e texto amigável. Ele fala sobre o cotidiano, família, maternidade, amizade, trabalho e tantos outros temas que envolvem a vida adulta.

Me identifiquei muito com o livro em diversos capítulos. As pequenas crônicas do dia a dia ali relatadas é exatamente aquilo que vivemos nessa fase que ainda não compreendemos bem onde estamos. Altas risadas foram dadas durante a leitura por conta do tom bem humorado da Camila. Apesar de não ser mãe ainda, já deu para ter uma leve ideia do que esperar dessa fase.

É um livro leve, divertido e um ótimo refúgio para os momentos atribulados que estamos vivendo. Uma ótima indicação para você que está atrás de um presente para aquela sua amiga ou amigo que adora um livro super alto astral.

Ahhh! Sigam a Camila Fremder nas redes sociais (@cafremder). Ela é o tipo de pessoa que vocês querem ter como amiga e ir visitar levando bolo e café de coador. Sério, vocês não irão se arrepender e sentirão um pequeno gostinho das coisas que vão encontrar no livro.

Adulta sim, madura nem sempre
Autora: Camila Fremder | Editora: Paralela
Páginas:  120 | ISBN: 9788584391295
Skoob | Goodreads
Para ler:  Amazon