Resenhas

A longa viagem a um pequeno planeta hostil, de Becky Chambers

24 de novembro de 2019
A longa viagem a um pequeno planeta hostil
Livro A longa viagem a um pequeno planeta hostil, escrito pela Becky Chambers e publicado pela Darkside Books.

Você nem imagina os mistérios que existem do outro lado do Universo. Se tiver coragem de desbravá-los, é melhor se preparar. Esta não será uma jornada rápida e os perigos podem surgir a cada momento, de onde menos se espera. A boa notícia é que você não estará sozinho. Milhares de leitores em todo o mundo já embarcaram nas páginas desta que é  A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL. EMBARQUE NESSA VIAGEM. O livro de Becky Chambers é um marco recente no universo da ficção científica. Lançado originalmente através de financiamento coletivo pela plataforma Kickstarter, ele conquistou a crítica especializada e os ainda mais exigentes fãs do gênero, sendo indicado para prêmios respeitados, como o Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award.
A visão feminina e acurada de autoras como Becky e Ursula permite desconstruir velhos clichês e quem sai ganhando são os amantes da literatura sci-fi — de todos os gêneros e espécies. A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL é o primeiro livro de ficção científica da linha DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos. E ele consolida a DarkSide Books no fantástico universo de sci-fi.

Fonte da sinopse Editora Darkside Books

Fato um é que esse livro foi lançado a um bom tempo pela DarkSide books, e fato inegável que não podemos deixar a hype de Beck Chambers morrer por isso hoje precisamos falar sobre “A longa viagem a um pequeno planeta hostil” apesar de estar classificado com ficção cientifica o texto de Beck Chambers não é pesado, nesse plot estamos no meio de uma viagem espacial, entre planetas e todas os maquinários e tecnologias desenvolvidos soam até que natural para a nossa realidade, brincando com a ideia de buraco de minhoca temos uma tripulação BEM DIVERSIFICADA que precisa instalar tuneis de viagens até um planeta bem distante e um tanto hostil que está prestes a entrar na ”Comunidade Galática – CG”.

A longa viagem a um planeta hostil

Criamos túneis através da subcamada para pular entre sistemas estelares. Escapamos da gravidade planetária com a mesma facilidade com a qual caminhamos pela porta da frente. Porém, quando se trata de evolução, não passamos de uma ninhada recém-saída do ovo, tateando por aí com os nossos brinquedos. Acredito que é por isso que muitos dos meus colegas ainda adotam teorias sobre materiais genéticos espalhados por asteroides e supernovas. De certa forma, a ideia de um estoque compartilhado de genes que flutuam através da galáxia é muito mais fácil de aceitar do que a noção assustadora de que talvez nenhum de nós tenha a capacidade intelectual de entender como a vida de fato funciona.

Não há uma grande trama de invasão interplanetária e a grande sacada está justamente em desenvolver uma história do ponto de vista de “pessoas” comuns, a tripulação nada tem de extraordinária mas a colcha de retalhos formada com as diferenças entre as especies da Andarilha torna essa viagem inesquecível !

Ashby é capitão da nave e um dos cinco representantes da raça humana que mantem as escondidas com caso com Pei, porque embora vivamos em meio a uma comunidade galácticas as relações interespécies ainda são complicadas na CG. Ainda falando de seres humanos temos Kizzy e Jenks que são responsáveis pela parte hardware e software da nave , Rosemary Harper a guarda livros é a tripulante mais nova a se juntar a Andarilha que tem por função colocar em ordem os papeis e protocolos da Nave e Corbin o chato/ problemático, apesar de ser mais fácil identificar-se com os dilemas humanos quem definitivamente ganhou meu coração e quem eu preciso exaltar é a Sissix que faz parte da raça dos Aandraskianos, com um riqueza de detalhe e cultura apesar de ver pouco sobre eles é sem duvidas nas cenas de interações com eles que vamos ficar pensando por horas com os diálogos.

Não julgue outras espécies pelas suas próprias normas sociais.

A real é  que a descrição física da Sissix mais parece com a cuca do sitio do pica pau amarelo do que com  qualquer outra coisa, mas ela vem de uma cultura onde não há qualquer tipo de tabu com o corpo e com a sexualidade e que tem maneira incríveis de demonstrar afeto ( quem dera Beck Chambers estivesse prevendo o futuro).

Conforme Ashby aceita o trabalho para ir até o planeta distante e hostil vamos conhecendo cada tripulante e o fio condutor é o da história da Rosemary (mas eu não a colocaria como protagonista) mesmo em passagens bem rápidas contando o passado da tripulação é fácil se apegar aos personagens como  o Dr. Cheff (que cuida da comida e da saúde dos tripulantes) da espécie Grum que nasce com o gênero feminino, passa ao masculino até encontrar o meio termo na maturidade, através de olhos tão peculiares ele nos conta sobre a sua especie é de cortar o coração, o personagem não binário da salada da diversidade que é essa trama ele é o responsável por sempre  oferecer colo e um bom conselho!

Ohan é a especie menos abordada, mas ainda sim tem uma função importantíssima, o único “defeito” dessa trama é não ter páginas suficientes para todos os personagens na trama, por fim ainda temos Lovelace a inteligencia artificial da nave e responsável pelo amor que eu tenho com AI em livros de ficção, prepare -se para ter seu coração roubado e despedaçado em um único livro!

Nunca vou esquecer o que me disse. Ele falou: ‘Isso significa que nós temos valor, que não somos irrelevantes.’ E eu respondi: ‘Mas é claro que vocês tem valor. Toda vida tem valor.’ E ele me disse: ‘Mas agora eu sei que o restante da galáxia também pensa assim.

Nesse primeiro volume da trilogia Wayfarers tem espaço para romance entre humanos e inteligências artificiais, entre especies diferentes em naves diferentes , na mesma nave, pessoas com passados misteriosos em Marte, jogos políticos na CG é uma space opera que não foca na jornada do herói mas que merece respeito e todos os prêmios ao qual foi indicado. Tão longo quanto o titulo é o prazer que você vai encontrar nessa aventura espacial; o primeiro volume foi lançado através de crownfunding e com o sucesso garantido tomou a internet e finalmente chegou aqui, não podemos deixar a hype morrer.

Ashby começou a se perguntar por que os colonizadores se deram ao trabalho de reconstruir, mas já sabia a resposta. Para alguns humanos, a promessa de um pedaço de terra valia qualquer esforço. Era um comportamento estranhamente previsível. A longa história da humanidade era muito rica em momentos em que humanos se enfiavam em lugares onde não tinham o direito de estar.

Nada na obra da Beck é panfletário e você acaba com a bandeira da diversidade fincada no coração precisando desesperadamente de mais desse universo , a boa noticia é que além de termos o segundo volume já lançado aqui no Brasil recentemente Beck Chambers ganhou o HUGO AWARDS (maior premio de ficção cientifica do mundo literário) como melhor serie, sendo assim a DarkSide deve aproveitar a corrente de boas noticias e nós avisar da publicação do terceiro volume ainda em 2019! Rezemos!!!

A longa viagem a um pequeno plante hostil
Autora: Becky Chambers | Tradução: Flora Pinheiro
Editora: DarkSide Books
Páginas:  352 | ISBN: 9788594540508
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2NSvyrJ

Ósculos e Amplexos, Karina.

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